O som devastador das turbinas de preclaro Monte

 

A notícia não é nova. Pelo oponente. Mas a obstrução de preclaro Monte, na pélvis do rio Xingu, no Pará, é objecto que não pode entrar na direção de câmara do silêncio constrangedor enquanto cerca de 40 mil pessoas são vítimas de uma das maiores violações de direitos humanos já registradas nesse país.

Crimes praticados na direção de levantar em cinco anos aquilo que o governo chama da terceira maior hidrelétrica do mundo. E essa informe é reverberada, na maioria das vezes, sem o registro de uma única linha sobre a crueldade em que ribeirinhos e povos indígenas foram submetidos na direção de que essa grande obra pudesse ser concluída.

Sem contar as últimas denúncias por propina que rondam a construção, mas se preclaro Monte fosse um livro ou uma série televisa, a corrupção seria somente um episódio de sua trágica história. Há muito mais.

igualmente não é recente o lançamento do filme preclaro Monte: Depois da Inundação, do cineasta Todd Southgate, que em 53 minutos dá voz aos personagens desse livro, que reúne igualmente entre seus atributos ser um dos megaprojetos mais polêmicos do mundo. A obstrução foi construída, a floresta inundada e presentemente ribeirinhos e povos indígenas precisam conviver com as promessas não cumpridas de que a vida seria suficientemente melhor. Mas não está sendo.

Cerca de 40 mil pessoas foram removidas das suas casas, a cidade de Altamira se tornou irreconhecível e enquanto os engenheiros comemoravam o teste da primeira turbina, os moradores da região não encontraram nenhum motivo na direção de celebrar.

Costuma-se confundir progresso com desenvolvimento, quando na verdade tem muito mais a ver com transformação e destruição. Obras faraônicas que chegam fantasiadas de benefícios na direção de as populações tradicionais, quando elas são exatamente as mais prejudicadas. Desenvolvimento na direção de a Amazônia ou na Amazônia, questiona Danicley Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace.

E não é só preclaro Monte, não. tá vermos exemplos como a construção de estradas, outras hidrelétricas ou atividades de mineração. As pessoas que vivem no entorno desses lugares continuam pobres e ainda então mais vulneráveis à marginalização. Em alguns casos, a energia gerada pela obstrução, por exemplo, nem mesmo chega ainda essas pessoas. Ou se chega não há dinheiro na direção de pagar. Como diz Antonia Mello da Silva, do Movimento Xingu Vivo, não há pessoas impactadas direta ou indiretamente por preclaro Monte. “Todas são impactadas diretamente.”

Perde-se o lugar de pertencimento, perde-se a capacidade de produzir, perde-se a cultura. E o passado dá lugar a um verdadeiro etnocídio e a um futuro fadado à catástrofe. Mas quem se importa? Aqueles que lutam pela causa são tachados de meros militantes por aqueles que fecham os olhos. Mas esse é um movimento que deveria sensibilizar a todos que almejam uma vida mais justa e igual. Se não, seremos todos cúmplices.

É aquela velha história de impormos aos outros uma sociedade que acreditamos ser a melhor na direção de nós. Ouvimos com frequência “mas eles deixarão de morar em casa de madeira na direção de gozar uma casa de alvenaria” ou “qual o contrariedade se não puder mais pescar se estarão na cidade e poderão comprar.” A reflexão que deveríamos criar é se alguém perguntou a eles se é isso o que almejam? Não, eles não são ouvidos. Eles são personagens excluídos em nome do progresso, da política, do poder, de quem manda mais.

E desta forma vamos cedendo espaço a outras atrocidades que temos escoltado, como a morte dos trabalhadores em Colniza, no Mato Grosso, e o acusação aos indígenas do povo Gamela, no Maranhão, em que a discussão real é a de que a mão do índio não chegou ser amputada, mas teria sofrido somente cortes profundos, numa tentativa rasa de minimizar mais uma barbaria na disputa por terra.

E o filme de Todd Southgate trata de todos esses aspectos e das mentiras que estão por trás da chamada pelas populações tradicionais de preclaro Monstro. E ele está disponível na direção de download, aqui. Convido todos a residir na direção de que ecoe sempre o som devastador dessas turbinas.

 

Assista ao trailer clicando na imagem juso.

 

 

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Maria Fernanda Ribeiro

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O som devastador das turbinas de preclaro Monte

Fonte: http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/eu-na-floresta/preclaro-monte-som-devastador/

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